Como o nome já diz, ele conta a história de três casas estudantis na academia de oficiais do Monastério Garreg Mach. Os Black Eagles, liderados pela Princesa Imperial Edelgard Von Hresvelg, uma princesa do império Adrestiano. Os Blue Lions, liderados pelo Príncipe Real Dimitri Alexandre Blayddid, do reino sagrado de Faerghus. E os Golden Deer, liderados por Claude von Riegan, da aliança Leicester.
A premissa do jogo é que, você, o protagonista, se torna professor no monastério de Garreg Mach e deve escolher uma das casas para lecionar artes de combate tanto em campo, através de batalhas na história do jogo(uma por mês) ou em batalhas comuns para treinar, quanto em sala de aula, através de instrução em cada uma das várias áreas de combate, indo desde espadas, até combate aéreo(Pegasus Knight e Wyvern Knight).
A história em si parte daí, mas vai ficando cada vez melhor a medida que você avança no jogo. É feita em duas partes, uma na academia, e outra em guerra mais no futuro do jogo.
O gameplay acontece em três áreas. A sala de aula, onde acontece a instrução. Exploração do monastério, para buscar itens escondidos, recrutar de outras casas e etc. E, os campos de combate, onde acontece a ação do jogo.
As três partes são muito interessantes de jogar, mas cada uma ajuda em outra parte. Tipo, a instrução ajuda a liberar técnicas de combate. A exploração ajuda a obter motivação para instrução e os combates ajudam a avançar a história e a melhorar a parte prática de combate. Porque, assim que o tempo avançar, vai ser só combate, então, tem que aproveitar enquanto está na escola para melhorar as coisas. Além disso, você, o professor, também deve buscar instrução de outros professores e soldados, para melhorar seu combate e sua teoria.
A parte sonora do jogo é muito boa. Tudo é dublado em inglês e japonês. Toda vez que você conversar com um personagem, toda cutscene, tudo tem áudio completo, com som de fundo, vozes rolando e tudo o mais. As músicas não deixam nem um pouco a desejar, e dão aquele clima tanto calmo como no monastério, quanto de guerra em combates.
Como é um jogo com muita história, então, tenho que falar da parte escrita. Nas cutscenes, poderia-se pensar que o vocabulário é rebuscado, mas não é. É coisa do dia a dia, super simples de entender pra quem conhece o inglês americano. Ponto da Koei Tecmo/Intelligent Systems nisso. O bicho pega na hora de entender o que cada skill faz, porque o jogo usa alguns jargões um pouco difíceis de entender, mas isso deve ser tradicional da franquia(eu não joguei os outros Fire Emblem's, Three Houses é meu primeiro).
O jogo tem muita peculiaridade exclusiva dele(e da franquia), inclusive pra quem vem de XCOM 2 e Troubleshooter(Dandylion Games). Cada arma pode ter parâmetros que dão vantagem contra certos inimigos, e desvantagem contra outros. Isso é próprio da franquia.
Comparado com jogos anteriores, o jogo é menos punitivo, graças a um sistema chamado Divine Pulse. Eu até esqueço que isso existe, nem uso. Mas ainda assim, pra quem esquece de usar, ou usa na hora errada, fica bem tenso. É isso que gosto mesmo, gosto de jogos onde eu tenho que pensar bem o que pode acontecer, e elaborar estratégias para atacar. Quem vem de XCOM tá acostumado com isso.
No geral, o jogo é excelente e viciante demais.

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