E aí, pessoal? Depois de um tempo, trago mais uma análise. Desta vez, do jogo Rune Factory: Guardians of Azuma.
Antes de partir para a análise...
O Que é Rune Factory?
Rune Factory é uma subsérie de jogos de RPG derivada da série Bokujou Monogatari(História de Fazenda em tradução literal), que, no ocidente, foi traduzido como Harvest Moon/Story of Seasons.
Rune Factory trás a fórmula conhecida de Harvest Moon com a fazenda, casamentos, cuidar de animais e outras coisas, e a mistura com exploração de dungeons, magias, uma história completa que explica o porque daquele universo existir, o que está acontecendo e o que o jogador(referido como Earthmate/Earth Dancer) deve fazer. Geralmente, as histórias de Rune Factory envolvem calamidades que devem ser combatidas pelo jogador.
Dada a introdução à série Rune Factory, vamos à review. Lançado dia 5 de junho de 2025, Guardians of Azuma é um jogo de ação/RPG, e o mais novo jogo da série Rune Factory.
Feito em Unreal Engine 5, Guardians of Azuma se passa no continente oriental de Azuma após um evento chamado Cellestial Collapse, onde a terra de Azuma sucumbiu, e os deuses que governavam o mundo de Azuma tiveram de se esconder.
Eis que surge você, o chamado Earth Dancer, aquele que irá trazer o balanço/harmonia de volta para Azuma. Sim, sei que é meio batido, mas é assim que o jogo se apresenta.
Antes do jogo começar, você pode escolher entre Subaru(protagonista masculino) e Kaguya(protagonista feminina). Feita a escolha, a introdução das duas linhas acima é apresentada e você é apresentado ao mundo de Azuma, ou, uma parte dele chamada Spring Village(vilarejo da primavera).
Acordando em Spring Village, a deusa da primavera, Ulalaka, te explica sobre o Cellestial Collapse e o que pode ser feito para restaurar a ordem em Azuma. E com isso, você é apresentado aos primeiros personagens como Iroha e Suzu.
O Gameplay
Ao contrário de outros jogos da franquia onde você tem uma fazenda, em Guardians of Azuma, você terá quatro vilarejos, cada um referente a uma estação do ano, e deverá, ao mesmo tempo que segue a história, cuidar de cada um e trazer pessoas para viver neles. E, o desenvolvimento dos vilarejos impacta diretamente no seu desempenho no jogo, pois vilarejos desenvolvidos melhoram suas estatísticas como HP(vida), força e outros.
Durante o jogo, você também é introduzido aos vários sistemas do mesmo, como o sistema de party, cozinha, construção, plantação e outros.
A jogabilidade de Guardians of Azuma é muito boa, os controles são responsivos, sem latência ou qualquer problema.
E sobre otimização, o jogo é muito bem otimizado, comparado com o desastre que foi Rune Factory 5(a versão PC é um lixo). Já estava na hora da Marvelous pegar a Unreal ao invés do lixo da Unity. Fluidez muito maior nesta versão comparado com RF5.
Além disso, a dificuldade está bem balanceada, nada muito frustrante.
Gráfico
O gráfico de Guardians of Azuma é muito bonito. Ambientes coloridos com um estilo toon shader, personagens bem modelados, ambientes muito bem feitos, etc. Azuma é um espetáculo visual, um dos jogos mais bonitos que joguei até hoje. A estética do jogo, como o nome diz, é oriental, ou seja, utiliza construções como templos antigos japoneses.
Na imagem também a protagonista Kaguya.
Incrível o que conseguiram fazer com a Unreal Engine 5.
O Som
O som de Guardians of Azuma fica meio termo. Efeitos sonoros e músicas estão ótimos em Azuma, porém, o game peca um na questão das vozes. Boa parte dos diálogos utilizam barks(trechos curtos de voz para emoções). Apenas cutscenes estão totalmente dubladas. Apesar disso, a qualidade das vozes está muito boa, notei o bom uso de zonas sonoras em ambientes fechados como dungeons.
Porém, pra amenizar a chatice de usar barks, o jogo também tem falas durante combates, que pode te ajudar a identificar sua situação em questão de vida ou de qual aliado está fora de combate. Além disso, existem "banters" entre personagens, quando eles conversam entre si, como elogios e outras conversas, que geralmente são ativadas após um combate. Esses banters estão completos e legendados.
O jogo possui inglês e japonês como idiomas para as vozes.
A parte musical está excelente, com boas transições entre ambientes calmos, músicas de batalha comuns e batalhas de chefes.
Conclusão
Eu finalizei o jogo ontem depois de 37 horas de jogo, e gostei muito. Guardians of Azuma é um jogo muito divertido e legal de jogar. Pra quem gosta de um bom jogo de ação com uma história interessante, Rune Factory: Guardians of Azuma é um jogo muito bom.
Recomendado.











